A NOSSA HISTÓRIA

Se me perguntarem qual é a origem do nome Desatar Nós, a resposta não começa na Psicologia. Começa muito antes disso, na minha infância, ao lado da minha avó Antónia.

Lembro-me de passarmos serões enquanto fazia novelos de lã. A lã vinha em meadas, enrolada nos braços, e muitas vezes apareciam nós. Eu fazia o que qualquer criança faria: puxava com força para os desfazer. O resultado era quase sempre o mesmo...a lã partia-se.

A minha avó sorria e dizia-me sempre a mesma frase:

"Dinha, pensa no teu verdadeiro amor. Quando o encontrares, como por magia, todos os nós se irão desatar."

Na altura, eu fechava os olhos e pensava na minha irmã, que era ainda bebé e curiosamente, deixava de puxar com força. Começava a olhar para o nó com mais calma, mais paciência, até encontrar a forma certa de o desfazer.

Durante muitos anos pensei que aquela era apenas uma forma carinhosa de uma avó ensinar uma neta a fazer novelos de lã. Hoje sei que me estava a ensinar uma lição muito maior.

Ao longo da vida, todos vamos acumulando nós. Alguns são feitos de medo. Outros de ansiedade, perda, culpa, sofrimento ou de histórias que ainda não conseguimos resolver. E, tal como acontecia com a lã, quanto mais lutamos contra eles sem os compreender, mais apertados parecem ficar.

Foi essa memória que me acompanhou quando decidi criar a Clínica Desatar Nós.

Sempre que entro na clínica e vejo o nome "Desatar Nós", lembro-me da minha avó Antónia. E lembro-me também da responsabilidade que tenho de honrar aquilo o que me ensinou: os nós não se desfazem à força, desfazem-se com tempo, paciência, compreensão e amor. 

É exatamente isso que procuramos oferecer a cada pessoa que entra pela nossa porta.

Cláudia Ferreira